
Cantemos o amor
dos loucos e vadios,
dos sábios oprimidos
que se deixam amar
sem pudor ou regras.
Louvemos o amor
das belas prostitutas,
das virgens: casta insana,
que amam sem a culpa
de seus corpos doarem.
Bendigamos o amor
dos poetas, ingênuos tolos,
de bárbaros, toscos cruéis,
que amam tão doentios
morrendo do seu amor.
Fevereiro de 1992.
Foto de Igor Nazario
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