
Choram lágrimas secas.
Amam por ódio profundo.
Sofrem com a alegria
daqueles que sabem sonhar.
Brotam em ninhos perfídios.
Segregam laços temerosos
para aos que, nesta vida,
possuem um brilho no olhar.
Seus corações, um dia foram
sedentos de compreensão e amor.
Mas eis que esse tempo se acaba
e surge a desesperança
que ao seu termo balança
e transforma em monstro
a flor.
1987.
Foto de Igor Nazario
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