Os seus olhos são calmaria
que aos meus
perturbam e inquietam.
Porém, observando-os,
serena a alma:
encontro o afago
das suas mãos
que não me alcançam
tão fugidia,
presente ao longe
perto e distante.
Mas a eles clarividentes
pertencem meus pensamentos
e querer
e sou cativa
e sem refugo, descanso
amo....
Janeiro de 1992
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