Ode aos parasitas,
legítimos puritanos da vida
em usufruto de si mesmos,
não importa a forma humana
que tenha a dor
do silêncio e solidão.
Ode aos infelizes,
capazes de lágrimas
intrínsecas de sadismo
e sedução à felicidade alheia.
Ode aos idiotas,
pós graduados.
E a vida sem o sentido
de ser vida em
páginas de jornais
desbotados pelo tempo.
Se, ao menos,
destilassem fôlego
os débeis corpos
tratariam de sorrir.
Novembro de 1991.
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